HISTÓRIA DA MÚSICA OCIDENTAL
Período Barroco
A palavra barroco vem da língua portuguesa e significa "pérola irregular". Foi
adotada internacionalmente para caracterizar o estilo ornamentado e pomposo que
prevaleceu nas Artes Plásticas, na Arquitetura e na Literatura dos séculos XVII a XVIII.
A música barroca é toda música ocidental correlacionada com a época cultural
homônima na Europa, que vai desde o surgimento da ópera moderna de Claudio
Monteverdi no século XVII, até à morte de Johann Sebastian Bach, em 1750.
Características gerais da Música Barroca
No Brasil o estilo barroco foi mais representativo nas artes plásticas, em Minas Gerais, no século XVIII. Na pintura, destacou-se Manuel da Costa Ataíde. Ataíde criou seu próprio estilo, utilizando-se de cores vivas, tropicais. Pintou em suas obras figuras cordiais, mas um tanto irreverentes. Sua obra de maior destaque
está no teto da nave da Igreja de São Francisco de Assis, em Ouro Preto. Obra realizada entre 1800 e 1809.
Percebe-se o estilo ornamentado, cheio de detalhes desta pintura.
Curiosidade:
O termo barroco, até o século XIX, era um termo depreciativo, que os compositores
clássicos usavam para criticar o estilo pomposo dos compositores do período
anterior a 1750. No século XIX, os historiadores da Arte recuperaram a palavra
barroco, dando-lhe um significado mais conceituado, de algo ornamentado, cheio
de sutilezas.
A música barroca
Trata-se de uma das épocas musicais de maior extensão, com uma produção
revolucionária e muito influente. O período é caracterizado pelos grandes contrastes
e pelo desejo de causar impacto. Busca-se conciliar a espiritualidade da Idade Média
com a racionalidade do Renascimento.
Esse período é tão influente que algumas características musicais da época,
como a tonalidade (modo maior e menor) e a homofonia (melodia e
acompanhamento) são comuns até hoje, na música atual.
Os instrumentos musicais são aperfeiçoados, ganham importância e são aceitos
nas igrejas, onde antes só se admitia música vocal.
Desenvolvem-se muitos gêneros e formas instrumentais. Embora a música
ainda estivesse fortemente associada à Igreja, a música para entretenimento, sem
vínculo religioso (profana), começou a tornar-se mais importante.
As características mais importantes são o uso do baixo contínuo, do
contraponto e das ornamentações musicais.
As formas musicais barrocas
Ópera barroca
A ópera é um gênero artístico que consiste num drama encenado com música.
O drama é apresentado utilizando os elementos típicos do teatro, tais como
cenografia, vestuários e atuação. No entanto, a letra da ópera (conhecida como
libreto) é totalmente cantada em lugar de ser falada. A voz solista adquire uma grande
importância.
O primeiro grande compositor de ópera barroca foi Claudio Monteverdi, com a
obra prima “Orfeu”, de 1607. Nesta obra Monteverdi utilizou uma orquestra maior do
que se usava, modernizando o gênero.
Orfeu
· Baixo contínuo – É um tipo de acompanhamento instrumental que é geralmente
realizado por uma combinação de violoncelo e cravo: um executa a linha do baixo
e o outro improvisa harmonias (acordes) sobre o baixo e a melodia principal.
· Contraponto – É semelhante à polifonia: combina linhas melódicas diferentes que
soam simultaneamente dentro de uma harmonia.
· Ornamentações musicais – Têm origem na execução dos antigos instrumentos
de teclas, os quais não tinham muita sonoridade, então se usava o recurso de
tocar outras notas diferentes àquelas da melodia original, como meio de enfeite ou
embelezamento sonoro.
Oratório
O oratório é um gênero de composição musical cantada de conteúdo narrativo.
Semelhante à ópera quanto à estrutura (árias, coros, recitativos, etc.), difere-se desta
por não ser destinado à encenação. Em geral, os oratórios têm temática religiosa, mas
existem alguns de temática profana. Um exemplo é a obra de Georg Friedrich Haendel,
chamada de “O Messias”, muito popularizado pelo famoso trecho do “Aleluia”.
Suíte barroca
Suíte é o conjunto de danças da época. Os movimentos musicais que
compunham a suíte eram todos instrumentais, dispostos com algum elemento de
unidade para serem tocados sem interrupções.
Fuga
É um estilo de composição contrapontista, polifônica e imitativa, em que o
tema principal é tocado e repetido por outras vozes que entram sucessivamente e
continuam de maneira entrelaçada. Johann Sebastian Bach é considerado o maior
compositor de fugas.
Concerto
O concerto barroco é uma composição para instrumento(s) solista(s) e
orquestra.
Os compositores barrocos
Os principais compositores barrocos foram : Claudio Monteverdi, Alessandro
Scarlatti, Giovanni Pergolesi, Georg Friedrich Haendel, Johann Pachelbel, Jean-Phillipe
Rameau, Antonio Vivaldi e Johann Sebastian Bach.
Para saber mais:
Ária – Peça vocal, geralmente para um cantor solista, com acompanhamento instrumental.
Recitativo – Canto declamado com acompanhamento instrumental
· Antonio Vivaldi (Veneza, 04/03/1678 – Viena, 28/07/1741)
O músico e compositor italiano Antonio Vivaldi,cujo apelido era “O Padre Ruivo”, viveu em Veneza e
tornou-se uma das grandes expressões da música barroca. Em um orfanato para meninas, foi professor de música e regente de uma orquestra de moças que alcançou grande prestígio. Além de ter se notabilizado como um grande violinista, Vivaldi compôs mais de 600 concertos, além de
óperas e música sacra. Os concertos chamados “As Quatro Estações” (A Primavera, Verão, Outono e O Inverno) são muito famosos.
· J. S. Bach (Eisenach, 21/03/ 1675 -- Leipzig, 28/07/1750)
Johann Sebastian Bach foi um dos maiores músicos e compositores de todos os tempos. Seguiu e manteve a tradição de sua família, que era de músicos há muitas
gerações. Foi um dos grandes organistas da história e foi Mestre de Capela (diretor de Música) em mais de uma corte de príncipes na Alemanha. Na corte de Leipzig tinha as funções de mestre de canto, organista, compositor e diretor de Música da Universidade. Ainda encontrava tempo para tocar prazerosamente com alguns alunos na Cervejaria Zimmermann, local de diversão da cidade. Bach tinha sete filhos com uma prima, Maria Bárbara. Após enviuvar, casa-se com Ana Madalena Wilchen e teve mais 13 filhos, muitos dos quais se tornaram músicos respeitados também. Escreveu muitas obras entre concertos, fugas, suítes e cantatas. Entre as obras mais famosas de Bach podemos citar o coro “Jesus, Alegria dos Homens” de uma cantata de Natal, os seis “Concertos de Brandenburgo”, a “Tocata e Fuga em ré menor” para órgão e
“O Cravo bem Temperado” (consiste em 48 Prelúdios e Fugas para cravo, instrumento antecessor ao piano).
Figuras dos instrumentos mais importantes do barroco:
CRAVO
ÓRGÃO DE TUBOS
VIOLINO
Na cidade de Cremona, Itália, ficaram famosos os violinos produzidos por duas famílias:
os Amati e os Stradivari. Os raros instrumentos que ainda existem, valem fortunas e são
disputadíssimos pelos virtuoses do instrumento.
INTRODUÇÃO
Período Colonial Brasileiro
Barroco: (palavra cujo
significado tanto pode ser pérola irregular quanto mau gosto) é o
período da arte que vai de 1600 a 1780 e se caracteriza pela
monumentalidade das dimensões, opulência das formas e excesso
de ornamentação. É o estilo da grandiloqüência e do
exagero. Essas características todas podem ser explicadas pelo fato
de o barroco ter sido um tipo de expressão de cunho propagandista.
Período
Colonial Brasileiro – música
A música do Brasil é
uma das expressões mais importantes da cultura brasileira.
Formou-se, principalmente, a partir da fusão de elementos europeus e africanos, trazidos respectivamente por
colonizadores portugueses e pelos escravos.
Em meados do século XVIII, Minas Gerais viveu uma grande
“corrida ao ouro”. Uma grande
quantidade de pessoas migrou para lá a fim de explorar as jazidas existentes na
região de Vila Rica (atual Ouro Preto). A riqueza gerada por essa produção de
ouro acabou por criar uma sociedade
refinada nessa região, fato que propiciou o florescimento de uma arte colonial. Artesãos como o escultor e
arquiteto Antônio Francisco Lisboa, conhecido como “O Aleijadinho”, e o pintor
Manuel da Costa Ataíde produziram obras imortais: igrejas cobertas de ouro,
esculturas e pinturas no estilo maneirista então predominante em Portugal, que
ficou conhecido como “barroco mineiro”.
Vida cultural nas Minas Gerais
Assim como se produziu artes plásticas (escultura,
pintura e arquitetura), produziu-se
muita música para as cerimônias religiosas e eventos especiais da corte
portuguesa. A produção musical
circulava somente em manuscritos, porque o governo português proibia a
impressão de toda e qualquer obra no Brasil, fosse ela literária, didática ou
artística. Essa censura fez com que grande parte da produção musical colonial
ficasse por muito tempo perdida em antigos arquivos e baús das irmandades
religiosas do interior de Minas Gerais.
A Escola Mineira
de música é o mais célebre grupo de compositores do Brasil colonial e mais
conhecida pelo grande público. Foi denominada erroneamente de "música do
Barroco colonial". Apesar de se realizar em um cenário todo barroco,
estilisticamente é pré-clássica, e em muitos momentos decididamente classicista.
Porém é inegável uma influência barroca mais ou menos velada em sua sonoridade
e técnicas.
Resgatando
a história da música colonial
Chegando ao Brasil em 1944, o musicólogo alemão Francisco
Curt Lange (1903-1997),
começou a pesquisar o interior de Minas Gerais à busca de partituras existentes
entre as famílias de músicos do passado. Assim, Lange percorreu cidades como
Prados, Mariana, São João d’El Rey e Tiradentes. No final dos anos 1950, ele já
havia reunido milhares de partituras, cujo provável destino seria a destruição.
As partituras colecionadas por ele fazem parte hoje do acervo do Museu da
Inconfidência, em Ouro Preto, onde há
obras dos principais compositores mineiros do período colonial, entre eles José
Joaquim Emerico Lobo de Mesquita,
A chegada da corte em 1808
Com a vinda da corte
portuguesa para o Brasil, o Rio de Janeiro passou a monopolizar a produção artística em geral. A partir dessa
época destacam-se compositores como José Maurício Nunes Garcia e Marcos
Portugal, ambos contemporâneos e, segundo musicólogos, rivais.
O vigor econômico trouxe o
florescimento musical. Nesta época, inúmeros mulatos faziam música, na igreja.
Havia um grande contingente de músicos: instrumentistas, cantores e mestres de
capela.
Surgem os primeiros gêneros populares: modinha e lundu.
O músico mais conhecido do período colonial mineiro é José Joaquim Emerico Lobo
de Mesquita (MG, 1746-1805).
Principais
compositores do Brasil Colonial
O padre
José Maurício Nunes Garcia (Rio de Janeiro, 22 de setembro de 1767 – 18
de abril de 1830) viveu a transição entre o Brasil Colônia e o Brasil Império e é considerado um dos maiores compositores
das Américas de seu tempo. Trabalhou como “mestre de capela” de D. João,
que se encantou com seu talento quando chegou ao Brasil. Em visita ao Brasil
nesta época, o compositor austríaco Sigismund Neukomm, discípulo de
Haydn, ficou impressionado com a qualidade artística de José Mauricio
escrevendo um artigo publicado na Europa onde chamava a atenção para o Mestre brasileiro.
Música barroca é toda música ocidental
correlacionada com a época cultural homônima na Europa, que vai desde o surgimento da ópera por Claudio Monteverdi no século XVII, até a morte de Johann Sebastian Bach, em 1750.
Trata-se de uma das épocas
musicais de maior extensão, fecunda, revolucionária e importante da música
ocidental, e provavelmente também a mais influente.
As características mais importantes são:
·
o uso do baixo contínuo,
·
o uso do desejo e da harmonia tonal, em oposição aos modos gregorianos até então vigente. Na realidade,
trata-se do aproveitamento de
dois modos:
·
o modo jônico (modo
"maior")
·
o modo eólio (modo "menor").
·
ornamentação musical mais elaboradas e ao máximo, nunca usada tanto antes ou mais tarde noutros períodos, para elaborar
suas ideias;
·
mudanças indispensáveis na notação musical,
·
desenvolveram técnicas novas instrumentais, assim como novos
instrumentos.
A música, no Barroco, expandiu
em tamanho, variedade e complexidade de performance instrumental da
época, além de também estabelecer inúmeras formas musicais novas, como a rock
Inúmeros termos e conceitos deste Período ainda são usados até hoje.
Até o século XIX Portugal foi
a porta de entrada para a maior parte das influências que construíram a música brasileira, erudita e popular,
introduzindo a maioria do instrumental, o
sistema harmônico, a literatura
musical e boa parcela das formas musicais cultivadas no país ao longo dos
séculos, ainda que diversos destes elementos não fosse de origem portuguesa,
mas genericamente europeia.
A maior contribuição do elemento africano foi a diversidade rítmica
e algumas danças e instrumentos, que tiveram um papel maior no desenvolvimento da música popular e
folclórica, florescendo especialmente a partir do século XX.
O indígena
praticamente não deixou traços seus na
corrente principal, salvo em alguns gêneros do folclore, sendo em sua maioria um participante passivo nas
imposições da cultura colonizadora.
Ao longo do tempo e com o
crescente intercâmbio cultural com outros países além da metrópole portuguesa,
elementos musicais típicos de outros países se tornariam importantes, como foi
o caso da voga operística italiana e francesa e das danças como a zarzuela, o bolero e habanera de origem espanhola, e as valsas e polcas
germânicas, muito populares entre os séculos XVIII e XIX, e o jazz norte-americano no século XX, que encontraram todos um fértil
terreno no Brasil para enraizamento e transformação.
Com o importante influxo de elementos melódicos e rítmicos africanos, a
partir de fins do século XVIII, a música popular começa a adquirir uma
sonoridade caracteristicamente brasileira.
Na música erudita, contudo,
aquela diversidade de elementos só apareceria bem mais tarde. Assim, naquele
momento, tratava-se de seguir - dentro das possibilidades técnicas locais,
bastante modestas em relação aos grandes centros europeus ou mesmo em
comparação com o México e o Peru
- o que acontecia na Europa e, em grau menor, na América espanhola. Uma produção de caráter especificamente
brasileiro na música erudita só aconteceria após a grande síntese realizada por
Villa Lobos, já em meados do século XX.
InstrumentalDurante o período barroco, a música instrumental passou a ter importância igual à da música vocal. A orquestra passou a tomar forma. No início a palavra ‘orquestra’ era usada para designar um conjunto formado ao acaso, com os instrumentos disponíveis no momento. Mas no século XVII, o aperfeiçoamento dos instrumentos de cordas, principalmente os violinos, fez com que a seção de cordas se tornasse uma unidade independente. Os violinos passaram a ser o centro da orquestra, ao qual os compositores acrescentavam outros instrumentos: flautas, fagotes, trompas, trompetes e tímpanos.
Novas formas de composição foram criadas, como a fuga, a sonata, a suíte e o concerto.
Um traço constante nas orquestras barrocas, porém, era a presença do cravo ou órgão como contínuo, fazendo o baixo e preenchendo a harmonia.
O cravo, instrumento de
teclado considerado ‘o avô’ do piano; e as regras de baixo contínuo, isto é,
uma estrutura musical comum nas obras daquele tempo.
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