quinta-feira, 28 de abril de 2016

6º Ano - ARTE RUPESTRE

 ARTE PRÉ-HISTÓRICA


O homem pré-histórico, procurava tudo o que era necessário para sustentar a vida por meio da caça, da pesca, da coleta de frutos, sementes e raízes, e da confecção e utilização de objetos de pedra lascada, ossos e dentes de animais. Nessas sociedades, os homens e as mulheres viviam em bandos, dividindo o espaço e as tarefas. Para se protegerem do frio, da chuva, e dos animais ferozes, buscavam abrigo nas cavernas ou reentrâncias de rochas, daí a denominação "homens das cavernas. Na pré-história encontramos duas grandes divisões: o período paleolítico e o período neolítico. As primeiras manifestações artísticas no período paleolítico ou da pedra lascada consistem em pinturas e gravuras encontradas nas paredes das cavernas e em alguns objetos utilitários tais como: potes, vasos, pontas de lança e facas. O homem praticava um modo de vida nômade, onde não possuía residência fixa, não edificava nenhum tipo de casa, e se alimentava da caça e do que encontrava e recolhia na natureza. Contudo, já apresentava uma formação em grupos de indivíduos.
   Na arte, parte de uma representação visual abstrata até alcançar formas figurativas claras, onde se podem observar figuras de bisões, cervos, cavalos selvagens, mamutes dentre outros animais. A figura humana também aparece, mas em menor quantidade. O homem primitivo desenha cenas de caça e de danças acrobáticas e rituais. Nesse período não se encontram registros de representação de vegetais. Tais pinturas são denominadas ARTE RUPESTRE (o termo rupestre significa: gravado em rochedo; aquilo que cresce sobre os rochedos). 
   Os historiadores divergem quanto à razão pela qual o homem teria feito esses desenhos nas cavernas e se dividem em duas grandes correntes: uma diz que o homem desenhava para registrar seus feitos, sua caçada e outros acontecimentos; outra afirma que o homem desenhava antes de ir a caça para, de modo mágico e espiritual ter sucesso diante do animal. A segunda opção é afirmada como a mais correta diante de estudos que nos apresentam: 
  1. O homem era nômade e não se fixava nas cavernas e grutas onde encontramos as pinturas. Portanto estas não poderiam ser decorativas. A opção pela caverna se deve a fato de que ali o homem dispunha de tranqüilidade para realizar o ritual sem precisar se preocupar com ameaças de animais e do clima já que a cerimônia exigia um tempo maior de execução. A opção pela caverna, em geral um local úmido e escuro, ajudou na preservação dessas imagens as protegendo da ação do tempo.


  2. As pinturas eram realizadas de modo cada vez mais real, pois se acreditava que ao realizar uma pintura de algum ser vivo, este ser teria sua alma capturada. Então durante o ritual as pinturas eram alvejadas por flechas, lanças, estocadas de faca e pedradas, tudo isso para abater de modo espiritual a alma do animal. Estas ações acabavam por danificar a pintura, mas isso não tinha importância, já que a função da pintura não era decorativa e nem mesmo para ser durável. Se tratava apenas de um elemento dentro de um ritual com propósitos além da pintura. Desse modo, acreditava-se que quando o homem se encontrava com o animal este já estaria debilitado e espiritualmente capturado, garantindo ao homem sucesso na caçada. Junto às pinturas podem ser encontrados registros arqueológicos de fogueiras provavelmente utilizadas para a iluminação do local, mas também para o ritual. Todo o processo de pintura se tratava portanto de um ato pertencente a um tipo de pratica ritual espiritual com finalidade mítica e mágica.
   Para conseguir cores o homem primitivo utilizou diversos materiais a sua disposição oferecidos pela natureza. Como pigmento (agente que dá a cor) encontramos dentre outros: sangue, pedra calcária, folhas, raízes, clara de ovos, sementes, urucum, açafrão, terra, pó de pedra, baba de quiabo e mais tarde carvão. Como aglutinante (elemento responsável por fixar o pigmento e a tinta sobre o suporte, no caso paredes rochosas) encontramos principalmente gordurae sangue de animais,.
Pintavam mãos em negativo, como a figura acima.
   As principais fontes de informação e pesquisa para arqueólogos acerca da pintura rupestre são as cavernas de Lascaux, na França, e Altamira, na Espanha, contudo, registros da passagem e prática do homem podem ser encontrados por diversos locais no mundo, dos quais alguns estão sendo encontrados ainda hoje. Em praticamente todo o território brasileiro há registros de pinturas rupestre onde alguns dos principais sítios estão na região amazônica, nordeste, região do rio São Francisco, sul do país, áreas de planalto e planalto central, região serrana, e Minas Gerais. Em Minas podem ser vistas pinturas em locais como Serra do Cipó de Montalvânia, Lagoa Santa, Jaracussu, Vale do Peruaçu, Serra do Cipó de BH, Vale do Rio Doce, e divisa de Minas e São Paulo, dentre muitos outros.

Na arquitetura, o homem primitivo primeiro utilizou cavernas naturais. Depois construiu, ou melhor dizendo, abriu cavernas artificiais. A fase seguinte é a de construção de dolmens, menires, cromlecs e navetes, que caracterizam a arquitetura primitiva. 

A) Dólmens são monumentos megalíticos que apresentam duas pedras verticais e outra, sobreposta, na horizontal.
B) Navetes são túmulos em forma de naves, feitos em pedra e fechados.
C) Cromlecs apresentam várias pedras na vertical, com grandes pedras sobrepostas na horizontal, abertos em uma extremidade. Acreditava-se que eram utilizados como túmulos.
D) Menir é uma grande pedra fixada verticalmente no solo, que os historiadores acreditam ser um monumento religioso.
Os artistas desse período também realizavam trabalho em esculturas, é possível notar a ausência da figura masculina, tanto nas pinturas quanto nas esculturas. Acredita-se que presença da representação feminina se dá em razão da crença de que as pequenas estatuetas femininas seriam amuletos relacionados com o culto à fertilidade, fator decisivo para a sobrevivência do grupo. Nesse trabalho destaca-se: a Vênus de Willendorf. Figura feminina, com seios volumosos, grandes nádegas, eventre volumoso, cabeça sem olhos e bocas e sem pescoço no prolongamento do corpo.
Escultura Rupestre intitulada Vênus de Willendorf
   A primeira cerâmica de que se tem notícia é feita com galhos entrelaçados recobertos de barro. Calcula-se que o homem começou a fazer cerâmica depois de observar os animais e constatar que suas pegadas endureciam quando submetidas ao calor do Sol e que alguns animais faziam seus ninhos cobertos de barro. Com a utilização do fogo, o homem percebeu que o barro endurecia quando posto perto da fagueira. Foi a descoberta da cerâmica e de sua utilização. 

   No período neolítico o homem deixa de ser nômade e torna-se sedentário. Inicia a agricultura, a criação de animais e constrói as primeiras aldeias de palafitas. Organiza suas relações sociais e muda sua consciência em relação à realidade. Trabalha esculturas em metais, assim como adornos corporais e ainda desenvolvem algum tipo de habilidade para trabalhar a pedra. Faz instrumentos com capricho, esculpindo os cabos. Aparecem as primeiras concepções de vida e morte e a crença na sobrevivência depois da morte. Com essa evolução, surge a escrita e, com ela, o homem passa a deixar registros organizados por escrito, entrando no período a que chamamos história
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7º Ano - RTE BIZANTINA

ARTE ISLÂMICA - 



Pintura e Gráfica

As obras de pintura islâmica são representadas por afrescos e miniaturas. Elas eram geralmente usadas para decorar paredes de palácios ou de edifícios públicos e representavam cenas de caça e da vida cotidiana da corte. Seu estilo era semelhante ao da pintura helênica, embora, segundo o lugar, sofresse uma grande influência indiana, bizantina e inclusive chinesa.
A Iluminura não foi usada, como no cristianismo, para ilustrar livros religiosos, mas sim nas publicações de divulgação científica, para tornar mais claro o texto, e nas literárias, para acompanhar a narração. O estilo era um tanto estático, esquematizado, muito parecido com o das Iluminuras bizantinas, com fundo dourado e ausência de perspectiva.
Estreitamente ligada à pintura, encontra-se a arte dos mosaicistas. Ela foi herdada de Bizâncio e da Pérsia antiga, tornando-se uma das disciplinas mais importantes na decoração de mesquitas e palácios, junto com a cerâmica. No início, as representações eram completamente figurativas, semelhantes às antigas, mas paulatinamente foram se abstraindo, até se transformarem em folhas e flores misturadas com letras desenhadas artisticamente, o que é conhecido como arabesco.
Assim, complexos desenhos multicoloridos, calculados com base na simbologia numérica islâmica, cobriam as paredes internas e externas dos edifícios, combinando com a decoração de gesso das cúpulas. Caligrafias de incrível preciosidade e formas geométricas multiplicadas até o infinito criaram superfícies de verdadeiro horror ao espaço vazio. A mesma função desempenhava a cerâmica, mais utilizada a partir do século XII e que atingiu o esplendor na Espanha, onde foram criadas peças de uso cotidiano.

ARTE ISLÂMICA 

Arquitetura
As mesquitas (locais de oração) foram construídas entre os séculos VI e VIII, seguindo o modelo da casa de Maomé em Medina: uma planta quadrangular, com um pátio voltado para o sul e duas galerias com teto de palha e colunas de tronco de palmeira. A área de oração era coberta, enquanto no pátio estavam as fontes para as abluções. A casa de Maomé era local de reuniões para oração, centro político, hospital e refúgio para os mais pobres. Essas funções foram herdadas por mesquitas e alguns edifícios públicos.
No entanto, a arquitetura sagrada não manteve a simplicidade e a rusticidade dos materiais da casa do profeta, sendo exemplo disso as obras dos primeiros califas: Basora e Kufa, no Iraque, a Cúpula da Roca, em Jerusalém, e a Grande Mesquita de Damasco. Contudo, persistiu a preocupação com a preservação de certas formas geométricas, como o quadrado e o cubo. O geômetra era tão importante quanto o arquiteto. Na realidade, era ele quem realmente projetava o edifício, enquanto o segundo controlava sua realização.
A cúpula de pendentes, que permite cobrir o quadrado com um círculo, foi um dos sistemas mais utilizados na construção de mesquitas, embora não tenha existido um modelo comum. As numerosas variações locais mantiveram a distribuição dos ambientes, mas nem sempre conservaram sua forma. As mesquitas transferiram depois parte de suas funções aos edifícios públicos: por exemplo, as escolas de teologia, semelhantes àquelas na forma. A construção de palácios, castelos e demais edifícios públicos merece um capítulo à parte.
As residências dos emires constituíram uma arquitetura de segunda classe em relação às mesquitas. Seus palácios eram planejados num estilo semelhante, pensados como um microcosmo e constituíam o hábitat privativo do governante. Exemplo disso é o Alhambra, em Granada. De planta quadrangular e cercado de muralhas sólidas, o palácio tinha aspecto de fortaleza, embora se comunicasse com a mesquita por meio de pátios e jardins. O aposento mais importante era o diwan ou sala do trono.
Outra das construções mais originais e representativas do Islã foi o minarete, uma espécie de torre cilíndrica ou octogonal situada no exterior da mesquita a uma altura significativa, para que a voz do almuadem ou muezim pudesse chegar até todos os fiéis, convidando-os à oração. A Giralda, em Sevilha, era o antigo minarete da cidade. Outras construções representativas foram os mausoléus ou monumentos funerários, semelhantes às mesquitas na forma e destinados a santos e mártires.

ARTE ISLÂMICA -

 Tapetes

Os tapetes e tecidos  tiveram um papel muito importante na cultura e na religião islâmicas. Para começar, como povo nômade, esses eram os únicos materiais utilizados para decorar o interior das tendas. À medida que foram se tornando sedentários, as sedas, brocados e tapetes passaram a decorar palácios e castelos, além de cumprir uma função fundamental nas mesquitas, já que o muçulmano, ao rezar, não deve ficar em contato com a terra.
Diferentemente da tecedura dos tecidos, a do tapete constitui uma unidade em si mesma. Os fabricados antes do século XVI chamam-se arcaicos e possuem uma trama de 80 000 nós por metro quadrado. Os mais valiosos são de origem persa e têm 40 000 nós por decímetro quadrado. As oficinas mais importantes foram as de Shiraz, Tabriz e Isfahan, no Oriente, e Palermo, no Ocidente. Entre os desenhos mais clássicos estão os de utensílios, de motivos florais, de caça, com animais e plantas, e os geométricos, de decoração.